Desconheço de quem é
esta imagem, ainda que pola técnica, a data e o tipo de personagem retratada,
bem poderia ser de Ruth Matilda Anderson. Poderia, mas nom o sei; e gente
haverá que o saiba. O que sim sei é que se trata de umha imagem poderosa,
prenhe de conotaçons.
Com algo de demora, e desejando poder freqüentar mais estes lares, desejo-vos a todos e a todas um bom ano 2013 com uma wauking song das mais fermosas que tivem ocasiom de escuitar.
Aproveitando as férias do verao, as minhas viagens a
Santiago intensificam-se, e o dispor de mais tempo de lazer permite-me
investigar caminhos e rotas alternativas às habituais. Sem dúvida, umha
das conseqüências mais positivas disto é descobrir toponímia nova na
sinaléctica das estradas, como é o caso deste nome de lugar que hoje
gostava de partilhar com vós: Sanmil. É umha entidade de povoaçom
da freguesia de Rodeiro (Oça dos Rios), que conta com homónimos nos
concelhos lugueses de Sober e Palas de Rei.
Bem conhecido é o gosto da religiosidade popular por criar santos e santas que nom figuram nos repertórios eclesiásticos, tal e como era o caso de aquele "Sam Pedro Novo" limego que protagonizava umha das histórias d'Os escuros soños de Clío de Carlos Casares.
Umha das cançons mais fermosas que tenho escuitado na minha vida.
E algo me diz que umha cançom muito própria também para um dia como o de hoje.
Porque hoje os jornais e as rádios e a televisom falarám de resgate, com palavras mais ou menos edulcoradas. Mas para nós, nesta altura do filme, já qualquer palavra deglutida por eles soa a humilhaçom, a vergonha, a mediocridade, a mentira...
E, no entanto, cresce-nos dentro o desejo de lhe prender lume a algo.
Quiçá de lhe prender lume ao breijo, como diz um dos versos desta cançom estremecida.
Havia bem tempo que nom visitava estas leiras. Tenho boa ánsia delas, bem se nota! Tanto tempo que as silvas, tojos e demais estadea de ervas más a pouco mais cobrem os indefensos valados. Mas o foucinho sempre chega em tempo para manter as lindes limpas e os marcos visíveis.
E aqui estamos mais umha vez.
Muitos dos que passais por este espaço de argila com maior ou menor freqüência sabeis que levo quase um ano a trabalhar em Bilbo. E vários de vós sabeis também que, ao longo deste tempo, a minha histórica simpatia polo Athletic (o Dépor über alles, isso sim!) desenvolveu-se muito, de um jeito acho que inevitável tendo em conta como vivem os bilbainos esse fenómeno que, por vezes, deixa de ser estritamente futebolístico para se converter numha eclosom social muitíssimo mais complexa. Quase se pode dizer que numha autêntica (sub)cultura. Há que morar lá para entendê-lo, ou quando menos para perceber umha mínima parte da sua magnitude.
Por isso gostaria de partilhar com vós este vídeo que me chegou através do correio eletrónico. Um vídeo que tem a ver com o que venho de escrever no parágrafo anterior, e também em boa medida com outras cousinhas que um vai lendo nas suas incursons por blogo-leiras afins e com as que nom pode menos que concordar. Um vídeo, no fim de contas, que tinha de aparecer obrigadamente por aqui num dia como o de hoje.
Que gosteis. E, por suposto, Athletic Athletic, geuria!!!
Non hai árbore máis difusa có ulmo, que medra a medio camiño entre a auga e a terra. Como quen di, é árbore de límite, de tremedal; dese pantano que para Heaney era "a paisaxe que lembra todo canto lle aconteceu". Nin hai cousa máis mol e fronteiriza cá arxila, que se derrete entre os dedos mentres agarda pola súa forma definitiva, esa que lle virá dada pola sabedoría e o lixeiro ollo do ourive. Benvidos pois a esta terra fronteiriza habitada polas teimas e obsesións dun tal Ulmo de Arxila...